
Pensei em escrever mil coisas hoje. Algo fora do senso comum, algo fora do que todos já estamos acostumados a ler. Já sabemos que falta educação, que faltam os subsídios para a tranqüilidade da alma, do corpo, da mente, da cidadania, enfim, de nossos postos como seres humanos subjetivos e sociais. Já sabemos. Não é preciso a mídia insistir. Já sabemos.
Dizer o dito passou a ser sem sentido. Discurso vazio, cansativo, sem metas, sem soluções.
Hoje, sem palavras, diante do que estamos vivendo nesta cidade amada, só tenho o conto da minha tristeza, da minha impotência, da minha vontade de ser útil, mas não sei onde.
Rezar? Só se for assim:
Em nome do Pai,
do Filho
e do Espírito Pranto.
Amém?
Mas sei que não vou entregar os pontos. Pertenço a esta cidade, que escolhi para ser minha, para ser meu pouso, meu trabalho e meu repouso.
Prefiro escolher a esperança, jamais a perderei.
A esperança, entre vários sentimentos que povoam e povoaram meus contos, está presente hoje, mais do que nunca, torcendo por esta cidade amada, mais que amada, luz de meu coração!