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sábado, 15 de janeiro de 2011

ÁGUA DURA EM PEDRA MOLE...


O que dizer que possa fugir ao senso comum... que inaugure palavras que possam ser lidas ou ouvidas com som de esperança? O que dizer daquilo que todos nós já sabemos a respeito de todos os ditos e não-ditos, promessas e dívidas, promessas e dúvidas?

De 1957 a 1958, eu morei no Engenho de Dentro... e todas as vezes que chovia, eu me lembro que a rua já ficava completamente tomada pela lama que vinha do morro ao lado...

Que esperança poderei ter de escrever um conto, um dia, dizendo que fotos como essa, sejam apenas uma lembrança do passado?

O que dizer que possa ser muito mais do que apenas "virar um provérbio pelo avesso"?

Obs.: Foto de Marino Azevedo - Divulgação: notícias.terra.com.br

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DIANTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS



Pensei em escrever mil coisas hoje. Algo fora do senso comum, algo fora do que todos já estamos acostumados a ler. Já sabemos que falta educação, que faltam os subsídios para a tranqüilidade da alma, do corpo, da mente, da cidadania, enfim, de nossos postos como seres humanos subjetivos e sociais. Já sabemos. Não é preciso a mídia insistir. Já sabemos.

Dizer o dito passou a ser sem sentido. Discurso vazio, cansativo, sem metas, sem soluções.

Hoje, sem palavras, diante do que estamos vivendo nesta cidade amada, só tenho o conto da minha tristeza, da minha impotência, da minha vontade de ser útil, mas não sei onde.

Rezar? Só se for assim:

Em nome do Pai,
do Filho
e do Espírito Pranto.
Amém?


Mas sei que não vou entregar os pontos. Pertenço a esta cidade, que escolhi para ser minha, para ser meu pouso, meu trabalho e meu repouso.

Prefiro escolher a esperança, jamais a perderei.

A esperança, entre vários sentimentos que povoam e povoaram meus contos, está presente hoje, mais do que nunca, torcendo por esta cidade amada, mais que amada, luz de meu coração!