Os mosquitos me adoram. Mas não é recíproco.
Sei que precisam fazer parte da natureza como instrumentos
de manutenção de vidas, polinização e tantas outras coisas que aprendemos na
escola e que respeitamos.
Mas... cá para nós... em umas coisas a natureza deu uma bobeada,
não é possível! Por exemplo... baratas... o que elas fazem no meio de nós?
Ainda estou para ver... peraí... isso é para outro conto. Voltemos aos
mosquitos.
Pois é. Mosquitos.
Não só porque são transmissores de mil doenças, mas,
particularmente, porque eles me perturbam o sono, a paz, as pernas, os
braços... principalmente os ouvidos. Não sei mais o que fazer com eles.
Já tentei de tudo: luzes azuis que dizem que os atraem.
Nada. Raquetes elétricas. O problema é acertar o mosquito. Telas pela casa
toda. Isso melhorou consideravelmente, mas, vez por outra, um entra
despercebido, num vai e vem de porta. Aí, danou-se. Noite perdida. Eles me
amam, eu já disse. Se tiverem dez pessoas em volta, eles me escolhem. Devo ser
muito doce ou sangue específico. Sei lá. Sou sempre a eleita. Esqueci de dizer
que sou alérgica àqueles incensos ou àqueles repelentes de tomada... evito
repelentes na pele, só uso quando saio, em época de dengue e mesmo assim, tiro
logo que chego em casa. Sou sensível a eles também. Uma droga. Sei que não sou
a única. Quem tem o mesmo problema que o meu sabe... é cruel.
Mas dormir é o pior. Passei anos tentando resolver. Resolvi?
Resolvi!!! E dou a dica aos desesperados alérgicos como eu.
Seguinte: Se estou no quarto e um mosquito me ataca, não fico brigando com ele. Ele é muito esperto, tira o meu sono, é paciente, sabe se esconder, espera que eu desista e me aquiete... então, vai atacar de novo. Então, tão logo eu o perceba, não discuto com ele. Vou para a sala direto, deito e tento tirar um cochilo. Ele virá atrás, com certeza! Mas... levam 40 minutos para me achar. Sim, quarenta minutos, podem contar no relógio!
Sei porque começo a sentir aquele barulhinho irritante e coceiras pelo corpo.
Aí, é só sair correndo, entrar no quarto e fechar a porta. Ele fica a noite toda preso fora do quarto e eu tenho uma noite de sonhos.
Ah... deixo a janela da sala aberta. Na maioria das vezes, ele desiste de mim e vai embora.
Se não for, já sei. Repetir a dose na noite seguinte. Ele não vive para sempre.
E mantenho as telas sempre em ação. Até que outro furtivo me
engane.
Parece esdrúxulo, mas fica a dica aos(às) desesperados(as) como eu.
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