sábado, 12 de setembro de 2026

QUARENTA MINUTOS



Os mosquitos me adoram. Mas não é recíproco.

Sei que precisam fazer parte da natureza como instrumentos de manutenção de vidas, polinização e tantas outras coisas que aprendemos na escola e que respeitamos.

Mas... cá para nós...  em umas coisas a natureza deu uma bobeada, não é possível! Por exemplo... baratas... o que elas fazem no meio de nós? Ainda estou para ver... peraí... isso é para outro conto. Voltemos aos mosquitos.

Pois é. Mosquitos.

Não só porque são transmissores de mil doenças, mas, particularmente, porque eles me perturbam o sono, a paz, as pernas, os braços... principalmente os ouvidos. Não sei mais o que fazer com eles.

Já tentei de tudo: luzes azuis que dizem que os atraem. Nada. Raquetes elétricas. O problema é acertar o mosquito. Telas pela casa toda. Isso melhorou consideravelmente, mas, vez por outra, um entra despercebido, num vai e vem de porta. Aí, danou-se. Noite perdida. Eles me amam, eu já disse. Se tiverem dez pessoas em volta, eles me escolhem. Devo ser muito doce ou sangue específico. Sei lá. Sou sempre a eleita. Esqueci de dizer que sou alérgica àqueles incensos ou àqueles repelentes de tomada... evito repelentes na pele, só uso quando saio, em época de dengue e mesmo assim, tiro logo que chego em casa. Sou sensível a eles também. Uma droga. Sei que não sou a única. Quem tem o mesmo problema que o meu sabe... é cruel.

Mas dormir é o pior. Passei anos tentando resolver. Resolvi? Resolvi!!! E dou a dica aos desesperados alérgicos como eu.

Seguinte: Se estou no quarto e um mosquito me ataca, não fico brigando com ele. Ele é muito esperto, tira o meu sono, é paciente, sabe se esconder, espera que eu desista e me aquiete... então, vai atacar de novo.  Então, tão logo eu o perceba, não discuto com ele. Vou para a sala direto, deito e tento tirar um cochilo. Ele virá atrás, com certeza! Mas... levam 40 minutos para me achar. Sim, quarenta minutos, podem contar no relógio! 

Sei porque começo a sentir aquele barulhinho irritante e coceiras pelo corpo.

Aí, é só sair correndo, entrar no quarto e fechar a porta. Ele fica a noite toda preso fora do quarto e eu tenho uma noite de sonhos.

Ah... deixo a janela da sala aberta. Na maioria das vezes, ele desiste de mim e vai embora.

Se não for, já sei. Repetir a dose na noite seguinte. Ele não vive para sempre.

E mantenho as telas sempre em ação. Até que outro furtivo me engane.

Parece esdrúxulo, mas fica a dica aos(às) desesperados(as) como eu. 

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