"Margens plácidas", ou melhor, 'rio'
plácido e, deste rio, o "brado retumbante".
Via este "gigante pela própria natureza" não adormecido, mas, talvez, com os sentidos totalmente paralisados, perplexamente desacreditado do que lhe estava acontecendo, tão absurdo se mostrava "o penhor dessa igualdade".
Eu o via paralisado pela dor, impotente,
sem uma força motriz que pudesse levantá-lo, colocá-lo a prumo.
Muitas vezes, como neste caso, é preciso
uma mordidinha... uma mordidinha boba de um mosquitinho à toa, mas também
absurdamente chato e venenoso... desses que picam a pontinha da orelha, numa
noite de insônia... de tantas e tantas noites de insônia que esse gigante
paralisado sofreu.
Uma mordidinha, uma mordidinha de nada... uma mordidinha de vinte centavos...
Mas... o suficiente para que o sangue
gelado nas veias fosse, então, revigorado por esse veneninho bobo, última dose de
longo tratamento homeopático. E o sangue voltou, enfim, a fluir solto
pela artérias e veias de nossas cidades amadas.
Que ressurja em seu esplendor. Que saibamos cultivá-lo em seu caminhar...
e
"diga o verde-louro desta flâmula, paz no futuro e glória no
passado".
Que nosso presente se manifeste para
preservar as glórias desse gigante, recuperar, restaurar suas forças, "terra
adorada". Dos filhos deste solo" que hoje lutam por ti "mãe
gentil, pátria amada".
Que nossos olhos e os demais olhos que
nos observam saibam ver e discernir os "brados fortes" dos filhos dessa
"mãe gentil"
de outros brados que penetram em nossa carne, mas
não nos pertence
ou, pelo menos, não pertence à alma desse gigante que consciente se levanta "belo, forte, impávido colosso", com brados plácidos e, ao mesmo tempo, viris, de nós que guardamos "o amor e a esperança" que, neste momento, "a (esta) terra desce", para que possamos nos colocar no lugar que nos cabe, "povo heroico", na história deste país.
De esperança somos feitos, de esperança vivemos e
por ela permanecemos com olhos voltados para o futuro. Por ela continuamos,
respiramos e lutamos. Não fosse por ela, sequer levantaríamos.
Que junto a essa
esperança, estejamos aprendendo a buscar melhor, a escolher melhor, a eleger
melhor.
(Obs.: Imagens retiradas do Facebook, sem citação de autoria)







