domingo, 11 de outubro de 2026

EITA!

 



Eita, que amanhã é dia das crianças, de novo!

O tempo passa como um raio, a gente realmente nem nota... aquela menininha que se aninhava nos meus braços, me chamando de Vó Lali, está com 16 anos...

Mas, aos olhos dos pais, filhote humano é filhote para sempre... é carinhoso, é brasileiro, é puro, é são (desde que respeitem a adultícia deles, tudo bem. Não vão lá se meter a mandar em casa que não é sua...).

Observo que, muitas vezes, os pais sentem dificuldade em deixar de chamar de adultos, seus filhos crescidos. Vez por outra, pego alguns dizendo:

- As crianças virão almoçar aqui no domingo...

“Crianças” que já têm filhos, que lhes deram netos!...

Mas voltemos ao melhor da festa:

É dia das crianças e, provavelmente, ganharão celulares novos, laptops, programas avançados de jogos, talvez bicicletas? Não mais bolas para jogarem queimado na rua, patinetes ...

Ah, já notou? Os patinetes voltaram à moda... só que agora são denominados monociclos elétricos, usados mais por adultos do que por crianças.

E alguém se lembra dos patins? Não dos profissionais. Digo daqueles que a gente andava pelas calçadas... mães assustadas:

- Vai cair, menino (ou menina), anda mais devagar!

É dia das crianças e não posso me esquecer do carrinho de rolimã, ladeira abaixo... Agora eles não têm mais os rolimãs. São usados para outros fins, mas lembram sua origem, descendo pelas dunas do nordeste, enfeitando o dia dos turistas. As crianças de hoje  talvez nem saibam o que é rolimã... 

E brincar de roda? Talvez ainda saibam, mas será que brincam?

Confesso:  gosto das modernidades. Que as crianças se aproveitem delas, em seu dia de festa (isto é, as crianças das famílias que podem compra-las). Só lamento que, ao tê-las, acabem ficando tão afastadas de outras atividades que envolvam mais convívio social, digo, presencial.

Mas é o novo mundo. E eu sou mesmo do século passado.

Brindemos a esse dia, desejando que essas crianças de hoje, construam bem o mundo de amanhã.

E, cada para nós, sem se espelharem no que as gerações passadas andaram fazendo: péssimo modelo. Só espero que se rebelem quanto a isso.

Parabéns a vocês, nova  geração, esperança dessa Mãe Terra tão esquecida e abandonada.

Tim-tim!

 

Obs.:

Eita: Interjeição popular brasileira, não mais usada pela nova geração, significando “espanto”.

Foto tirada de Adobe Stock #95891801 (achada na lista de imagens da internet)


Um comentário:

Anônimo disse...

Eita!!!! Que as novas gerações construam novos caminhos para andar de rolimã, patinete, patins.... e muito mais