Turistas. Muitos turistas.
Copacabana está toda colorida. Vindo para casa, vi argentinos e brasileiros
cantando juntos num bar. Ao menos isso: tão rivais e arqui-inimigos, somos
irmãos fora do campo. Também vi camisas das mais diversas nacionalidades
passeando pelas ruas e calçadas.
Muitas máquinas fotográficas.
Muitas. E sorrisos brasileiros, num caloroso abraço aos que chegam. Coisa nossa.
Tá bem, tá tudo certo no que concerne à
irmandade dos povos.
Mas minha rua continua deserta. A
esta altura, nas Copas passadas, ela já
estaria toda embaiderada, seu solo todo pintado com os símbolos dos jogos, desenhos os mais diversos colorindo o grande
muro branco da escola ao lado. Nada. Tudo limpinho. Nem bandeiras penduradas na
janelas. Para não mentir, uma ou outra, vá lá... mas o cheiro de festa, de
festão mesmo... nada.
Alguma coisa bem diferente (e
saudável) acontece com o povo brasileiro. Somos calorosos, apaixonados. Ainda mais
por futebol...
Até pode ser que, com o andar dos
jogos, a animação invada nosso peito. Pode ser. Mas o colorido, com certeza, é
outro.
Estou triste. Mas também estou
contente. Há algo de muito podre no reino do Brasil e o povo sentiu. Sente. E
espero que continue com o nariz aguçado.
Na abertura da Copa, a
insatisfação não ficou ausente e veio à tona com fé. Ah... se eu fosse a
presidente, juro que enfiava minha viola no saco e sumia. Sumia. E não me
candidatava mais nem pra síndica de edifício...
É Copa, mas agora já não me
inquieto mais. Pode até ser que o povo se empolgue com a vinda de vitórias. Merecemos.
Mas não mais embaçarão a sensação de que estamos cansados de comer pizza.
Assim espero que seja.
E, enquanto espero, torço pela
Copa das árvores.
Obs.: Foto retirada do Facebook, autor por mim desconhecido. Caso veja sua foto, por favor, se identifique para que possam ser dados os créditos.
Obs.: Foto retirada do Facebook, autor por mim desconhecido. Caso veja sua foto, por favor, se identifique para que possam ser dados os créditos.






