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sábado, 16 de fevereiro de 2013

ASSIM NÃO DÁ!



Quando não é o descaso do governo,

é a falta de educação de nosso  povo...


E continua muito difícil assegurar a acessibilidade em nosso país...


Fotos:
Centro da cidade de Campinas – São Paulo (acesso para cadeirantes)
Estacionamento de uma universidade pública do Rio de Janeiro (vagas para cadeirantes obstruída).

sábado, 18 de agosto de 2012

A SAGA



Sempre assim. Não faz diferença de quem esteja no poder, que regime comanda o país, que partido... o conteúdo é sempre o mesmo. Fui professora universitária por 30 anos. A saga é sempre a mesma. E não são só das Universidades Federais. São as públicas, em geral. Nossa Estadual está lutando há anos, no vermelho de suas forças...

Na juventude, eu era mais aguerrida. Confiava mais na minha forma mais revolucionária de ser. Mas o que vale mesmo não é o jeito e, sim, o objetivo: tudo mudando, a educação também muda. Há sonhos, há lutas. Políticas, em geral, setoriais, como as nossas. Assembléias. Greves.

Aliás, no meu ponto de vista, professor NUNCA fez greve. É só jeito de falar. Greve pára tudo e, quando volta, não se repõe trabalho. Professor sempre repôs as aulas. Nunca fez greve, de fato...

Mas eu estive lá, nas “diretas já”, no asfalto da Avenida Presidente Vargas, uniformizada “comme Il faut”,



acreditando nas mudanças da educação. Que o país mudaria, todos sabíamos, para o bem e para o mal... mas meu “peito professor” clamava por um povo que pudesse pensar melhor por si próprio e, embora isso atuasse diretamente em todas as outras benfeitorias intelectuais, técnicas e científicas, por tabela faria um povo mais consciente de si mesmo.

Por acreditar profundamente em tudo isso, eu estive nas greves, nas “diretas já”, nos discursos de formatura, inquietantemente guerreira, como paraninfa, como patrona, como convidada especial, não deixando a oportunidade escapar:



Eu estava lá porque sempre acreditei que teríamos voz forte suficiente para promover as mudanças de base.

Eu estive lá.

E, embora veja que a luta continua (e continuará sempre pois professor “de alma” é povo teimoso, irrequieto, idealista, consciente), vez por outra me pego pensativa e, confesso... desalentada.

Ésquilo, trágico grego, na peça “Agamemnon”, coloca suas palavras na voz do coro:

“A educação forma um povo fácil de governar, difícil de dominar, impossível de escravizar.”

Para todos os efeitos, se a função é massificar, vamos combinar que estão fazendo um ótimo trabalho há décadas... não importa quem esteja no poder, a que partido ou regime pertençam... estão fazendo um trabalho para ninguém "botar defeito". Às vezes penso que não pode ficar pior do que está. Mas pode. Ainda há tempo. Sempre há, mas urge a mudança.

Se você que me lê, está aborrecido(a) com as chamadas “greves” de professores, pare e pense um pouco. Não estamos lutando em vão. E nem é só por salário, embora o nosso seja uma vergonha. Lutamos por mais do que isso. Lutamos por nós todos, lutamos por você, lutamos por nosso povo.

E creia: professor “de alma” é assim. Luta sempre, cada um a seu jeito, de todas as formas, tentando alcançar a conscientização, por todos os meios. Agora, meu jeito é assim.

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